Originalíssimo!

MENTIRA, é tudo mais do mesmo.

Quando cheguei, logo senti saudades do que estava a minha frente. Logo vi meu coração indeciso. Deveria abandonar a felicidade que sempre busquei, que estava comigo, em troca de uma incerteza?

Sei das minhas limitações e sei que há limitações nos outros. Sei, também, que o sol brilha em qualquer lugar e basta estar totalmente presente. Sei que abandonar tudo e começar do zero não é mais algo tão complicado para mim.

Será que não alimento novas ilusões? Será que não estou caindo na mesma armadilha? Não foi esse o erro que eu sempre cometi?

Agora estou na incerteza, no vazio do qual somos feitos. E é esse potencial imenso que me faz sentir outra vez que estou vivo. Tudo é possível, não tenho mais minhas convicções, estou aberto às possibilidades e a toda a abundância que a vida poderá oferecer. Agora, o que vier será meu, mas apenas por um tempo.

É bom sentir esse frio na barriga e esse medo de que dê tudo errado, tendo coragem para arriscar. Não há felicidade de verdade sem riscos, foi essa vida que eu escolhi.

E voo para onde eu tiver que voar. Estarei atento, permanecerei aceitando as mudanças. Não vou mais criar conceitos, não agora.

12.12.09

Design

Esqueci, temporariamente, da origem das minhas aspirações artístico-comunicativas. Bom é lembrar que gosto muito.

É interessante pensar que as pessoas precisam querer ser ajudadas para que nós consigamos ajudá-las ou se gera um conflito que beira a crise existencial. Eu falo de sermos tão centrados em nós mesmos, às vezes, que acreditamos que alguém precisa da nossa ajuda. É que, ao olharmos para a maneira que julgamos correta, nos iludimos como se essa fosse a única maneira realmente correta.

Ok, obviamente estou falando de mim, das minhas vivências. Percebi erros que vinha cometendo nesse sentido. Eu tanto pregava que a verdade é um bem individual, e não coletivo, mas continuava tentando passar a minha verdade para os outros. Mesmo que a minha intenção fosse ótima, de tentar melhorar os outros, eu só me prejudiquei. Abri mão de coisas importantes por isso, levei tempo, mas compreendi que quando as pessoas não esperam compaixão, não se deve ter sequer compaixão.

Viver cada dia dos meus dias como sendo meus, apenas; e conviver só com quem espera carinho: essa é minha nova descoberta. Algumas das pessoas que eu mais amo não sabem que eu as amo, porque supostamente não preciso conquistar o amor delas todos os dias. Supostamente. Outras, nem merecem o meu sacrifício. Eu pensava que entregando a minha paz para quem não tinha paz, conquistaria alguma coisa. Na verdade, nem olhava para o outro lado, para onde haveria algum tipo de conquista. Foram buscas cegas, sempre por causas perdidas.

Meu valor eu já percebo há tempos, houve quem confundisse. Mas talvez eu tenha sido ingênuo demais e tenha ido longe demais com coisas que não faziam sentido manter. Nunca pelas aparências, mas pelo que eu acreditava ser meu. Não é tarde, só estou recomeçando com um novo olhar sobre tudo.

Bem bom...

Eu sou tão franco e sem noção que causo medo nas pessoas. É a vida :P

8.12.09

O Tempo

O tempo é relativo em todos os sentidos. Agora eu sei.

Eu lembro de uma vez que eu fui na tua casa e a gente conversou, sentados no sofá vermelho. Falamos sobre as coisas que tu não gostavas e sobre as coisas que achavas estranhas na tua família. Que eu te falei que já tinha deixado pra trás muitos amigos e que não consegui me manter perto das pessoas que eu amava. E tu me disseste: "isto é ruim, muito ruim".

Lembro quando eu dormi por alguns minutos, naquele mesmo sofá, e que acordei contigo me perguntando se eu queria fazer um sanduíche. Eu disse que sim, mesmo com vergonha, porque eu estava com muita fome... Quando fui levantar pra fazer, tu voltaste da cozinha com ele pronto, igual ao teu.

E de uma vez que tu reclamaste: tu vem na minha casa pra dormir!
Era porque eu não conseguia encontrar tranquilidade como aquela...

Eu tenho saudade de quando tudo parecia novo e tão simples...

3.12.09

Quase lá!

Agora falta pouco. Compartilhar é bom.

Cazuza e Frejat


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia...

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...
E algum...

Pois é... Evolução, revolução... algumas coisas fora do lugar, outras dando bem certo. E o certo é que eu me surpreendo. Com as pessoas, comigo e com os fatos.

Momento sublime de não querer constatar nada. Acho que tem alguma coisa acontecendo no subterfúgio do subterrâneo do monte olimpo. Ok, quero ser a esfinge hoje.